Atores de dorama que também são idols de k-pop
De IU a Cha Eun-woo, 16 nomes que cantam no palco e protagonizam doramas, com o grupo de cada um, os papéis que marcaram e por que o rótulo de idol-ator deixou de ser xingamento.
Por Redação Drameria · · 4 min de leitura
ListasQuem chega ao dorama pelo k-pop costuma ter uma surpresa agradável: o cantor favorito aparece de médico, príncipe ou chefe arrogante na série da semana. O caminho inverso também acontece. Muita gente descobriu que o protagonista daquele romance tem três álbuns e uma turnê mundial.
Na Coreia, as duas carreiras andam juntas há duas décadas. As agências colocam idols em doramas por motivos óbvios: o fandom já existe, garante audiência no primeiro episódio e vende o produto fora do país. Para o idol, atuar é a saída para uma carreira que o palco raramente sustenta até os 40 anos.
Por muito tempo, isso veio com um rótulo pejorativo: o "idol-ator", aquele que estava ali pela cara, não pelo talento. A lista abaixo mostra quem derrubou essa ideia.
As mulheres
IU. Cantora solo desde 2008 e uma das artistas mais vendidas da Coreia. Estreou em Dream High (2011) e amadureceu até My Mister (2018), onde fez uma personagem dura e silenciosa que calou os críticos. Hotel del Luna (2019) consolidou a estrela de drama. Como ela também canta OSTs, vale ler por que a trilha sonora de dorama vira sucesso sozinha.
Bae Suzy. Veio do miss A e virou a "primeira namorada da nação" com Dream High (2011). Em While You Were Sleeping (2017) e Start-Up (2020), mostrou que a fase idol era só o começo.
Yoona. Membro do Girls' Generation, um dos grupos femininos mais importantes da história do k-pop. Atua desde 2007 e brilhou em The K2 (2016) e em King the Land (2023), comédia romântica que fez sucesso dentro e fora da Coreia.
Jung Eun-ji. Vocalista principal do Apink. Estreou direto como protagonista de Reply 1997 (2012), um dos doramas mais queridos da década, e nunca mais saiu do radar.
Kim Sejeong. Saiu do reality Produce 101, passou pelos grupos I.O.I e gugudan e virou protagonista de The Uncanny Counter (2020) e de Business Proposal (2022), comédia romântica que conquistou o Brasil.
Jisoo. A integrante do BLACKPINK estreou como protagonista em Snowdrop (2021), romance de época ambientado na Coreia dos anos 80. A série dividiu opiniões, mas abriu a porta para a carreira de atriz.
Os homens
Im Siwan. Do ZE:A, foi o estagiário tímido de Misaeng (2014), série que muita gente aponta como o melhor dorama de escritório já feito. Hoje é respeitado como ator sério, longe do rótulo.
Park Hyung-sik. Também do ZE:A. Virou galã nacional em Strong Woman Do Bong-soon (2017) e provou alcance dramático em Happiness (2021), um thriller de apartamento em quarentena.
D.O. Vocalista do EXO. Chamou atenção em It's Okay, That's Love (2014) e carregou um dorama inteiro como príncipe amnésico em 100 Days My Prince (2018). É citado com frequência como o idol que mais convenceu os críticos.
Cha Eun-woo. Do ASTRO, o rosto que virou sinônimo de "visual" no k-pop. Protagonizou My ID is Gangnam Beauty (2018) e True Beauty (2020), dois doramas de colégio que fizeram barulho enorme no Brasil.
Rowoon. Ex-SF9, deixou o grupo para focar em atuação. Extraordinary You (2019) o lançou, The King's Affection (2021) o confirmou e Destined with You (2023) mostrou o galã de comédia romântica.
Seo In-guk. Caso diferente: venceu a primeira temporada do reality Superstar K em 2009 e virou cantor antes de ator. Reply 1997 (2012), ao lado de Jung Eun-ji, é a estreia que todo fã lembra.
Lee Junho. Do 2PM. The Red Sleeve (2021), romance de época, deu a ele os prêmios mais importantes da carreira, e King the Land (2023) o colocou de novo no topo, agora na comédia.
Ok Taecyeon. Também do 2PM. Atua desde 2010, mas foi o vilão sorridente de Vincenzo (2021) que mudou a imagem dele para sempre.
Choi Siwon. Do Super Junior, um dos grupos que abriu o k-pop para o mundo. Fez o namorado charmoso de She Was Pretty (2015) e o herdeiro irresponsável de Revolutionary Love (2017).
Hwang Min-hyun. Do NU'EST e do grupo temporário Wanna One. Estreou com destaque em Alchemy of Souls (2022), fantasia de época que virou febre, e mostrou que cantores da nova geração também chegam preparados.
Por que o rótulo caiu
Três coisas mudaram. A primeira foi o treino: idols hoje passam anos em aula de atuação dentro da agência antes de estrear, não só de canto e dança. A segunda foram os papéis arriscados: IU em My Mister, Im Siwan em Misaeng e D.O. em qualquer coisa provaram que havia ator ali, não só rosto. A terceira foi o mercado global. Com o dorama vendendo no mundo inteiro, o fandom do idol virou ativo de exportação, e o preconceito interno perdeu peso.
Ainda existe cobrança, claro. Uma estreia fraca de idol rende manchete em dobro. Mas o padrão hoje é outro: o idol que atua mal é criticado como ator ruim, não como idol.
Para quem veio do k-pop
Se você chegou aqui procurando o dorama do seu bias, dois conselhos. Comece pelo papel que a crítica elogiou, não pelo mais famoso, porque é ali que a pessoa aparece de verdade. E repare nos casais: muitos dos casais de dorama mais queridos pelos fãs têm um idol em uma das pontas, e a química que funciona no palco costuma funcionar na tela também.
E se você veio do dorama e descobriu que o protagonista canta, prepare o fone. Metade dos nomes dessa lista tem discografia melhor que a filmografia.
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